quinta-feira, dezembro 29, 2011

sou onívoro de sentimentos, de seres, de livros, de acontecimentos e lutas. Comeria toda a terra. Beberia todo o mar. (neruda)

Nostalgia em fim de ano...

E ver a criançada se divertir tanto com seus brinquedos nesse fim de ano dá uma saudade..."A saudade me levou a abrir a porta do armário dos brinquedos velhos. Lá estão eles, do jeito como os deixei: silenciosos, eternos, fora do tempo. São como eram. Brinquedos não envelhecem. Acordam do seu sono e me olham espantados, ao notar as marcas do tempo no meu rosto. E zombam de mim, com uma acusação: Bem feito! Esqueceu da gente, parou de brincar, envelheceu de repente! (Rubem Alves)

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Estou farto de semi deuses!!

Poema em Linha Reta (Fernando Pessoa)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

meu coração é um albergue aberto toda a noite...


Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,
Para aumentar com isso a minha personalidade.

Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.
A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca. (fernando pessoa)

quarta-feira, novembro 30, 2011


Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.
Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura

Do blog: Livros e pessoas

domingo, novembro 27, 2011

Por amor ou euforia
Eu faria tudo de novo!!! (Ceumar)

sábado, novembro 26, 2011

Passado e Presente


O passado é como as ondas do mar do ontem a nos visitar as praias do hoje. Não morre. Não passa. Insiste em permanecer vivo e presente. Deixa o seu lugar do ontem e adentra rotineiramente portas e janelas do hoje. Para o bem ou para o mal ele vive. Para um bem viver temos que ter um lugar no presente para o passado.
Professr Mario Sá

quarta-feira, novembro 23, 2011

Discografias

Um blog muito bom pra quem gosta de rock, blues e qualquer outro tipo de música boa e quer baixar alguns álbuns:

http://murodoclassicrock4.blogspot.com/

terça-feira, novembro 15, 2011


Eu canto meu blues
Pra te contar que as coisas andam bem
Por mais que você não acredite eu já posso acenar sem sua mão
Voltei a gargalhar sem seu bom humor
E quem olha pra mim não vê mais você

(Oswaldo Montenegro)
Quando a estrada fica interrompida
o desvio pode ser interessante! (martha medeiros)
in: respingos do cotidiano

segunda-feira, novembro 14, 2011

Me lembrou o banzo, a saudade que os negros sentiam da África...

Memórias do Cárcere (Aqui)

Vou
Vou pregar na parede
Um pedaço de céu
Que você me mandou
Vou buscar outra constelação
Entre a noite que vai
E o dia que vem
Eu canto aqui
Eu olho daqui
Eu ando aqui
Eu vivo
Canto aqui
Eu grito aqui
Eu sonho aqui
Eu morro...
(morro)
Vou
Vou riscar no meu braço
Um pedaço de mar
Que você me deixou
E criar outra recordação
Do primeiro lugar
Que acordei pra te ver

domingo, novembro 13, 2011

Hoje consigo ler suas cartas sem as tristes lágrimas nos olhos. Ao contrário, ocupo os olhos com o horizonte, com o porvir...As cartas? Ah, quem se ocupa com elas agora é o meu sorriso nostálgico e leve...

também ando buscando inspiração...

retornando...

terça-feira, agosto 02, 2011


A paixão é como Deus
Que quando quer
Me toma todo o pensamento

Dirige os meus movimentos
Meu passo é teu
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento

Mantra, de Rodrigo Maranhão & Pedro Luís e interpretado por María Rita

terça-feira, julho 26, 2011

"Se depender de mim,
nunca ficarei plenamente maduro nem nas idéias,
nem no estilo,
mas sempre verde,
incompleto,
experimental". (Gilberto Freyre)

Vortando..

sábado, julho 02, 2011

Do filme que vimos ontem...



"Você tem 5 minutos para mergulhar na tristeza profunda. Aproveite, desfrute, descarte... e siga em

quinta-feira, junho 30, 2011





Suspiro, sorrio, desfaço o abraço.Então, com as mãos vazias, finalmente começo a navegar. (Caio Abreu)
"A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar"
Rubem Alves

quarta-feira, junho 29, 2011

Ei! Ei! É logo ali! Virando a esquina! - me gritou o senhor fantasiado de palhaço.
E fui em direção a esquina!

domingo, junho 26, 2011

Tenho sentido uma enorme e discretíssima felicidade apenas por acordar
cedo (acordar já é vitória; cedo, vitória dupla), fazer café, fumar um cigarro, abrir
janelas, arrumar a cama. Depois, tomar um mate e ler o jornal, então, é o paraíso. (Caio Abreu)

terça-feira, junho 21, 2011

Merda e ouro (Paulo Leminski)
Merda é veneno. / No entando, não há nada / que seja mais bonito / que uma bela cagada. / Cagam ricos, / cagam padres, / cagam reis e cagam fadas. / Não há merda que se compare / à bosta da pessoa amada.

segunda-feira, junho 20, 2011

Se me perguntarem como estou, eis a resposta: Estou indo. Sem muita bagagem. Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias. Esvaziei a mala, olhei no fundo dela, limpei, e estou indo… preenche-la com coisas novas. Sensações novas, situações novas, pessoas novas. Tudo novo.

— (Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, junho 17, 2011

Eu saio e caminho por um momento
Cantando pela rua.
Eu sopro um beijo, eu dou um sorriso
Para todos que eu conheço.
Eu me compro uma cerveja ou duas
Só pra deixar meu peso para trás
Às vezes eu fico tão bêbado
Eu posso apenas cantar como uma criança (Janis Joplin)
Só preciso de alguns abraços queridos, a companhia suave, bate-papos que me façam sorrir, algum nível de embriaguez e a sincronicidade.
(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, junho 16, 2011

Sinto-me terrivelmente vazio. Há pouco estive chorando, sem saber exatamente por quê. Ás vezes odeio esta vida, estas paredes, essas caminhadas de casa para a aula, da aula para casa, esses diálogos vazios.
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, junho 13, 2011

Algumas sacadas de Caio Abreu são incríveis...hehe!

Não me venha com espiritualidades transcedentais. Tenho mais nojo de tuas flores amarelas do que de teu cu. Tua alma me importa menos que teu cheiro de suor. (Do Conto: Dodecaedro)

quinta-feira, junho 09, 2011

Desculpa de bêbado...

rapidinhas...

Problemas da humanidade...

Que burro! Dá zero pra ele!!!

Trilha sonora da semana..hehehe! "Onde queres quaresma, sou fevereiro!"

Abaixo, alguns trechos da música que tem martelado minha cabeça na semana...

E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde voas bem alto, eu sou o chão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és



segunda-feira, junho 06, 2011

Dias dos namorados se aproximando e algumas piadas andam rolando pela net. Algumas, no minímo, possuem uma inteligência e um senso de humor de caráter duvidosos:
 "dai se vou passar o dia dos namorados sem namorado? eu tbm não passo o dia do indio com um indio, não passo o dia da arvore com uma arvore, muito menos o dia de finados com um difunto. kk"

quinta-feira, junho 02, 2011

Restart nãooo mamãeee!!!

Desde pequeno já sabe o que não presta, hein! hehe

E dá-lhe música mela-cueca!

Um surto nostálgico de músicas da adolescência...Passa! É só essa semana e isso passa! Mas enquanto não passa, eu levo o cd pra casa, aumento o volume, coloco pra repetir...Essa música me lembrou os primeiros anos da graduação, onde a gente queria beber onde não devia e queria «pagar de intelectual» onde o povo era tudo louco!!!

Quinta-feira! E a promessa de que hoje me pagariam cerveja..hehe!


Fotografado com um copo na mão
Às três da tarde em plena faculdade
Pode ser esperto mas não é discreto
Macula minha boa reputação
Quero me livrar dessa fama

Fotografado com um livro na mão
À meia-noite num canto da boate
Tem seu encanto intelectual
Mas macula minha fama de mau
Quero me livrar dessa fama

Já que ninguém tem nada com isso
Posso fazer o que eu quiser
Já que eu não tenho mesmo ninguém
Seja o que Deus quiser

terça-feira, maio 31, 2011

Então...

amor quente

(cazuza/humberto gessinger/renato ladeira)

preto no branco
amarelo, um pouco de azul
noite estrelada
peito feliz
olho no olho
pintura a quatro mãos
tintas claras
o mesmo cigarro
isso é amor
amor quente

água de coco pra dois
porta do carro aberta
vento morno da areia
palavras mentirosas
isso é amor
amor quente

cama de casal
luz bem baixinha pra ver
gemidos de dor e alegria
sair de si por três minutos
isso é amor
amor quente

supermercado, escolher iogurte
fazer compras juntas
brigar por besteira
isso é amor
amor quente

tomar café, banho, brisa
champanhe, tristeza, beleza
cremes, músicas, sucos, água
drogas, fumo, passar perfume
isso é amor
amor quente

imagem
Para ouvir a música

segunda-feira, maio 30, 2011

sexta-feira, maio 27, 2011


Tanta gente jovem subindo no ônibus. Tanta euforia, tantas experiências novas pra essa gente, parecem que são donos do mundo...

Primeira punheta, primeiro beijo, primeira foda, primeiro fora, primeiro porre, primeiro cigarro, primeira ressaca...
Primeiro livro lido, primeiro cd comprado, primeira roupa lavada.
Daí vem o primeiro grande amor, depois o fim desse grande primeiro amor eterno.
Primeiro choro sentado na calçada, primeira bebedeira pela falta da pessoa amada.
Primeiro nascer do sol com os amigos,
Primeiro emprego, primeira faculdade, primeiro tombo de moto
Primeira ligação para a família dizendo que tá com saudade
Primeira caixa de cerveja comprada com o próprio dinheiro, primeira compra no mercado feita a dois...
Primeiro desejo, primeira falta...

Primeiro casamento, primeira separação, primeiro aluguel, primeiros móveis, primeira casa, primeiro filho...

E as experiências continuam e acho que vai ter sempre alguém sentado no ônibus achando que os outros  pareçem  jovens, inexperiente e almejando serem os donos do mundo...

quinta-feira, maio 26, 2011

Numa madrugada Etílica

Fuçando ontem alguns velhos cadernos, encontrei um pequeno "teatro" (com todas as aspas possíveis) que eu e um amigo fizemos há um tempo atrás em frente de casa, às 3h da manhã. Digitei o texto assim como tá no papel: com os erros, com as idéias quebradas e com toda a idiotice que possa haver na idéia de dois bêbados..hehe!


Narrador: Ela era bonita, alegre, boa dancarina, dava risada alta, lia livros sempre pela metade, ficava bêbada e cantava alto. Há tempos que não se viam, que não se tocavam, que não andavam juntos de mãos dadas. Enfim, o nostálgico rapaz tomou coragem e voltou pra casa daquela jovem menina:
Menino: Época?! Vc tá ai?  Época: Tô sim!  Menino: Tava com saudade... Época: Não parecia...  Menino: Posso entrar?  Época: Pode...- murmurou a garota demonstrando impaciência com os anseios do jovem.
Narrador: O menino buscou todos os detalhes. Alguns quadros não estavam mais na parede, a música ainda era alegre e num volume agradável, a luz do Sol sentia-se a vontade lá dentro. Seu vestido longo, desbotado ainda lhe dava mais graça. Seus cabelos cacheados...Cheiro de café, louça suja, incenso suave de (?)...mas alegria, era incrível que como numa tarde tediosa, ela enchia toda aquela casa duma alegria preguiçosa!
Menino: Voltei! Época: Quer uma cerveja? Menino: Quero! Época: Aumenta o som! Vamos sentar no meio do jardim. Vc ainda sabe dançar daquele jeito engrado???

terça-feira, maio 24, 2011

segunda-feira, maio 23, 2011


Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois



segunda-feira, maio 16, 2011